O fotojornalista Paulo Rossi retornou ao estande da Fecomércio na Fenadoce para comemorar os dois anos de lançamento de seu livro com uma sessão de autógrafos. A obra, intitulada de “Retratista de Satolep – Um Olhar de Paulo Rossi”, reúne 256 imagens que refletem 24 anos de sua carreira, e está com as últimas unidades disponíveis para a venda. 

Lançado em 18 de julho de 2024, o livro reúne as imagens que melhor representam os anos de profissão do fotojornalista. Na ocasião, Rossi realizou o lançamento em diversos locais de Pelotas, um deles foi o estande da Fecomércio-RS na Fenadoce. “Foi a convite do Sesc, e agora entraram em contato novamente para que eu voltasse. Como ainda tenho alguns exemplares aproveitei para trazê-los, disponibilizar para a venda e apresentar o trabalho para quem ainda não conhece”, conta Rossi. 

Foi feita apenas uma tiragem do livro, de mil exemplares, e ela está praticamente esgotada. “Muitas pessoas me perguntam sobre uma segunda tiragem ou edição, mas não pretendo fazer”, revela ele. No entanto, o fotojornalista revela a estar trabalhando em um novo projeto de livro, com uma proposta completamente diferente.

A obra pode ser adquirida diretamente com Paulo Rossi, através do Instagram (@paulorossifoto), com desconto e dedicatória personalizada escrita pelo fotojornalista. Também é possível encontrar exemplares nas livrarias Vanguarda, Mundial e Sicrano, conforme disponibilidade das lojas. 

Retratista de Satolep – Um Olhar de Paulo Rossi

Sem capítulos delimitados, o leitor percorre as páginas como se estivesse passeando por Pelotas. A obra dispõe de textos e histórias por trás das fotografias mais emblemáticas, além de um prefácio escrito pelo músico pelotense Vitor Ramil, ilustrações do desenhista pelotense Rafael Sica e um texto do ex-editor de fotografia da Zero Hora, Ricardo Chaves.

Apesar de ser fotojornalista, Rossi informa que nem todas as imagens são consideradas jornalísticas. Há uma parte inicial composta por retratos de cidadãos importantes da cidade, seguida de arquitetura pelotense, ensaios do Laranjal, registros esportivos, registros de enchentes, incêndios e outros acontecimentos e temas marcantes da carreira do fotojornalista. “A proposta era contar uma história da cidade por meio de fotografias, de uma maneira esteticamente bonita. É um livro sobre o que eu vi em Pelotas e que me chamou atenção. Reúne imagens que considerei interessante de compartilhar”, adiciona.

De acordo com Rossi, a parte mais difícil foi a escolha das fotografias. Ao todo, eram 4 mil fotografias já pré-selecionadas. “Ao longo de 24 anos, produzi muito mais do que isso, mas essas já eram uma seleção inicial. Fui filtrando até chegar a aproximadamente 600 imagens”, conta ele.

Com ajuda de Moisés dos Anjos, editor de fotografia do livro, foram selecionadas as 256 imagens que hoje compõem a obra. “É importante ter um segundo olhar, porque às vezes uma foto é muito significativa para mim, mas isso não significa que seja a melhor escolha para o livro”, explica Rossi.

Quem é Paulo Rossi

Paulo Rossi nasceu no Rio de Janeiro, mas se mudou para Pelotas aos três anos. Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), entrou para a graduação justamente para trabalhar com a fotografia. “Quando concluí o curso, já trabalhava em jornal. Comecei como estagiário na fotografia da universidade e, depois, passei a fazer trabalhos freelancers para os jornais”, relembra ele.

Ao longo de sua carreira, consolidou-se com seus trabalhos para Diário Popular, Correio do Povo, Zero Hora e Folha de São Paulo. Suas fotografias foram exibidas em exposições pelo Brasil todo, incluindo Brasília, São Paulo, Bahia e Porto Alegre, e também chegaram à Colômbia. Rossi recebeu diversos prêmios, entre eles o da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e premiações concedidas pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos.